| Neste Dia das Crianças saiba o que pensam os pequenos sobre assuntos como violência e separação dos pais. |
| Crianças falam o que pensam sobre família e violência (Fotos: Portal Infonet) |
Eles têm entre cinco e oito anos, mas manifestam preocupações de adultos e mostram segurança quando o assunto é família e amigos. Neste Dia das Crianças, a equipe do Portal Infonet conversou com crianças de uma escola estadual da zona sul da capital. Descobrimos que o presente esperado pela criançada pode não ter preço e não é encontrado no comércio.
Aos sete anos, Maria Adriele dos Santos, gosta de atividades bem comuns para uma menina na sua idade. Correr, brincar de esconde-esconde e conversar com as amigas, mas a criança que mora com os tios, fica séria para falar sobre a maior felicidade da sua vida. “Quando chego em casa e fico com a minha tia e o meu tio, gosto muito deles”, fala.
Kalinne Shaienne Rosendo dos Santos, de cinco anos, fica tímida no início da conversa, porém quando o assunto são os livros, a menina conta o que mais gosta de fazer desde os dois anos de idade.
| Kauani sente a separação dos pais |
“Venho para a biblioteca e fico aqui lendo os livros, desde os dois que venho para a biblioteca, mas só aprendi a ler e escrever aos quatros anos. Minha mãe me deixa na biblioteca e depois as tias ligam e a minha mãe vem me pegar. Meus livros preferidos são de princesas como branca de neve”.
Afetuosa, Ana Cristiane Souza Santos, de sete anos, fala que felicidade para ela “É ser amada pelos pais, eles gostam muito de mim e eu gosto deles”.
Mesmo quando o assunto é disciplina, Mislene Santana dos Santos, de sete anos, afirma que reconhece que o castigo é sinônimo de amor. “Não gosto quando meus pais me botam de castigo, mas eles gostam de mim. Gosto mais quando fico em casa junto com meu pai e minha mãe e como lasanha e bolo”.
| Maicon preocupado com a violência |
A separação dos pais de Kauani Vitória dos Santos é motivo de tristeza para a menina de sete anos. “Vejo meu pai quase todos os dias. Queria que ele morasse com a minha mãe, não queria que eles estivessem separados”, diz.
O sorriso de Maicon Douglas Silva Correia, de oito anos, contrasta com a preocupação com a violência. O menino diz que tem medo de assaltos e deseja viver em um mundo de paz. “É muito ruim esses assaltos, eu desejo viver sem nenhum assalto e peço que os ladrões se arrependam e deixem essa vida”.
Presença emocional
A psicóloga Luciene Ribeiro ressalta que as crianças estão vivendo pressionadas e lembra que é importante a presença emocional dos pais. “As crianças passam o dia inteiro com muitas responsabilidades, vão para a escola, curso de inglês e praticam esportes. Hoje em dia, os conteúdos didáticos estão mais rígidos, as crianças estão sendo mais cobradas e com isso ocorre o stress infantil”, analisa.
| A psicóloga lembra que é importante a presença dos pais |
A psicóloga alerta sobre a cultura da banca, onde muitas crianças passam o dia inteiro submetidas a atividades exaustivas. “Essa cultura da banca é algo bem regional, mesmo os pais estando em casa, a criança é colocando em uma banca, onde entra as 13h e sai ás 17h. Muitas pais se a criança não trouxer tarefas para casa, eles reclamam e cobram da escola mais dever de casa do que de sala”, fala Luciene Ribeiro que chama a atenção dos pais.
“Os pais mesmo trabalhando e estudando tem que promover brincadeiras e momentos para ficar na companhia dos filhos. O importante é a qualidade do afeto, como brincar em uma praia, tomar café da manhã juntos, fazer brincadeiras de corta papel. Os pais precisam está presentes mais emocionalmente do que fisicamente”, recomenda.
Por Kátia Susanna
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